História da Lógica

03/07/07

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Lógica poderia ser entendida, levando em consideração nossas pretensões neste trabalho, como estudo das condições em que podemos afirmar que um dado argumento é correto ou não por meio de um raciocínio linear. Este ramo da ciência e do pensamento foi desenvolvido por filósofos como Parmênides e Platão. Mas foi Aristóteles quem o sistematizou e definiu a lógica como a conhecemos, constituindo-a como uma ciência autônoma. Falar de Lógica, durante séculos, era sinônimo de lógica aristotélica, daquela que tinha como objetivo suscitar a capacidade de argumentação dos indivíduos. Apesar dos enormes avanços da lógica, sobretudo a partir do século XIX, a matriz aristotélica persiste até aos nossos dias. 

Durante a Idade Média,  foram realizados notáveis progressos na lógica aristotélica. A lógica tornou-se mais sistemática e progressiva, com a concepção do projeto de mecanização da lógica dedutiva, idéia mais tarde desenvolvida por Leibniz. Nesse mesmo período histórico, a lógica era entendida como a "ciência de todas as ciências". Competia-lhe validar os atos da razão humana na procura da Verdade.  De acordo com o pensamento corrente no tempo, o saber científico tinha que obedecer à lógica formal. A partir de um conjunto de princípios universais admitidos como verdadeiros, por um processo dedutivo procurava-se encontrar a explicação para todos os fenômenos particulares. Embora este método fosse igualmente preconizado por Aristóteles, na Idade Média deu-se uma enorme importância  à dedução, desvalorizando-se por completo a indução na descoberta científica. Este fato teve como conseqüência o corte com a base empírica da investigação. 

Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) ocupa um lugar especial na história da lógica. Este filósofo procurou aplicar à lógica o modelo de cálculo algébrica da sua época. Esta é concebida como um conjunto de operações dedutivas de natureza mecânica onde são utilizados símbolos técnicos. Era sua intenção submeter a estes cálculos algébricos a  totalidade do conhecimento científico. Em sua obra “Dissertação da Arte Combinatória”, apresenta os princípios desta nova lógica:

·  Criação de uma nova língua, com notação universal e artificial;

·  Fazer o inventário das idéias simples e simbolizá-las de modo a obter um "alfabeto os pensamentos" simples, expresso em caracteres elementares;

·  Produzir idéias compostas combinando estes caracteres elementares;

·  Estabelecer técnicas de raciocínio automáticas, de modo a substituir o pensamento e a intuição por um cálculo de signos.

O raciocínio torna-se, neste projeto de Leibniz, um cálculo possível de ser efetuado por uma máquina organizada para o efeito. Esta idéia inspirará, ao longo do tempo, não apenas o desenvolvimento da lógica, mas a criação de máquinas inteligentes. Podemos pensar então na lógica como uma ciência, ou talvez como uma ferramenta que teria por função orientar o raciocínio dentro de um plano da razão.

 

 

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Este site foi atualizado em 03/07/07